Jazz and Bossa

O ponto de encontro para os fãs do Jazz e a música Brasileira

Informação

Chico Buarque

Grupo criado para homenagear o compositor Chico Buarque.

Site: http://www.chicobuarque.com.br/
Local: Porto Alegre - RS
Membros: 62
Última atividade: 1 Out

Chico Buarque



Chico Buarque


Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944) é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004.

Casou-se e separou-se com a atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas: Sílvia, que é atriz e casada com Chico Diaz, Helena, casada com o percussionista Carlinhos Brown e Luísa. É irmão das cantoras Miúcha, Ana de Hollanda e Cristina.


Biografia

Filho de Sérgio Buarque de Holanda, um importante historiador e jornalista brasileiro e de Maria Amélia Cesário Alvim.

Em 1946, passou a morar em São Paulo, onde o pai assumira a direção do Museu do Ipiranga. Sempre revelou interesses pela música - interesse que foi bastante reforçado pela convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini.

Em 1953, Sérgio Buarque de Holanda foi convidado para lecionar na Universidade de Roma, consequentemente, a família muda-se para a Itália. Chico torna-se trilingüe, na escola fala inglês, e nas ruas, italiano. Nessa época, suas primeiras "marchinhas de carnaval" são compostas, e, com as irmãs mais novas, Piiizinha, Cristina e Ana, encenadas.

De volta ao Brasil, produz suas primeiras crônicas no jornal Verbâmidas, do Colégio Santa Cruz, nome criado por ele. Sua primeira aparição na imprensa não foi cultural, mas policial, publicada, inclusive, no jornal Última Hora, de São Paulo. Com um amigo, furtou um carro para passear pela madrugada paulista, algo relativamente comum na época. Foi preso. "Pivetes furtaram um carro: presos" foi a manchete no dia seguinte com uma a foto de dois menores com tarjas pretas nos olhos. Chico não pôde mais sair sozinho à noite até que completasse 18 anos.

Início de Carreira

Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU) em 1963. Cursou dois anos e parou em 1965, quando começou a se dedicar à carreira artística. Neste ano, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsor, além de Pedro Pedreiro, música fundamental para experimentação do modo como viria a trabalhar os versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização, mais significativa na década de 70. A primeira composição séria, Canção dos Olhos, é de 1961.

Conheceu Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira (1965) com a canção Arrastão; mas a cantora acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque se revelou ao público brasileiro quando ganhou o mesmo Festival, no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com A Banda, interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais - Uma Parábola, revelou que a banda venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, constam que a música a banda ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente.

No dia 10 de outubro de 1966, data da final, iniciou o processo que designaria Chico Buarque como unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.

Canções como Ela e sua Janela, de 1966, começam a demonstrar a face lírica do compositor. Com a observação da sociedade, como nas diversas vezes em que citação do vocábulo janela está presente em suas primeiras canções: Juca, Januária, Carolina, A Banda e Madelena foi pro Mar. As influências de Noel Rosa podem ser notadas em A Rita, 1965, citado inclusive na letra, e Ismael Silva, como em marchas-ranchos.

Festivais de MPB nos anos de 1960

No festival de 1967 faria sucesso também com Roda Viva, interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 -- amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 voltou a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção Sabiá. Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré.

A participação no Festival, com A Banda, marcou a primeira aparição pública de grande repercussão apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa nova, surgido em 1957. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.

Trilha-sonora e adaptações de livros

Chico participou como ator e compôs várias canções de sucesso para o filme Quando o Carnaval chegar, musical de Cacá Diegues. Compôs a canção-tema do longa-metragem Vai trabalhar Vagabundo, de Hugo Carvana -- Carvana chegou a modificar o roteiro a fim de usá-la melhor. Faria o mesmo com os filmes seguintes desse diretor: Se segura malandro e Vai trabalhar vagabundo II. Adaptou canções de uma peça infantil para o filme Os Saltimbancos Trapalhões do grupo humorístico Os Trapalhões e com interpretações de Lucinha Lins. Outras adaptações de uma peça homônima de sua autoria foram feitas para o filme A Ópera do Malandro, mais um musical cinematográfico. Vários filmes que tiveram canções-temas de sua autoria e que fizeram muito sucesso além dos citados: Bye Bye Brasil, Dona Flor e seus dois maridos e Eu te amo, os dois últimos com Sônia Braga. Recentemente, chegou a ter uma participação especial como ator no filme Ed Mort. Ele escreveu um livro que virou filme, Benjamim, que foi ao ar nos cinemas em 2003, tendo como personagens principais Cleo Pires, Danton Melo e Paulo José.

Teatro e literatura

Musicou as peças Morte e vida severina e o infantil Os Saltimbancos. Escreveu também várias peças de teatro, entre elas Roda Viva (proibida), Gota d'Água, Calabar (proibida), Ópera do malandro e alguns livros: Estorvo, Benjamim e Budapeste.

Chico Buarque sempre se destacou como cronista nos tempos de colégio, seu primeiro livro foi publicado em 1966, trazia os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses, e ainda uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre A Banda. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. A bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981. Em 1991, publica o romance Estorvo e, quatro anos depois, escreve o livro Benjamim. Em 2004, o romance Budapeste ganha o Prêmio Jabuti. Oficialmente, a vendagem mínima de seus livros é de 500 mil exemplares no Brasil.

Programas de televisão

Deixou de participar de programas populares de televisão, tendo problemas com o apresentador Chacrinha, que teria feito uma piada com a letra da canção Pedro Pedreiro, ao ouvir o ensaio. Irritado, Chico foi embora e nunca se apresentou no programa. O executivo Boni proibiu qualquer referência a Chico durante a programação da TV Globo, depois que ambos também tiveram um entrevero, mas por pouco tempo, uma vez que ainda durante a década de 70 (e o começo da de 80) músicas suas constavam das trilhas de várias telenovelas, como Espelho Mágico e Sétimo Sentido. Ao fim da proibição vários anos depois, Chico aceitou fazer um programa com Caetano Veloso, que contou com a participação de outros artistas.

A crítica à Ditadura

Ameaçado pelo Regime Militar no Brasil, esteve exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época teve suas canções Apesar de você (alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici) e Cálice censuradas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: "Milagre Brasileiro", "Acorda amor" e "Jorge Maravilha". Na Itália Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima Minha História, versão em português (1970) da canção Gesù Bambino (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino.

Ao voltar ao Brasil continuou com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre Construção ou a divertida Partido Alto. Apresentou-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontrou para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chegou a ter cédula de identidade e até mesmo a conceder entrevista a um jornal da época.

Uma das canções de Chico Buarque que criticam a ditadura, é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar.

A canção se chama Meu Caro Amigo e foi dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado Meus Caros Amigos, do ano de 1976.

Nordeste já

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

O "eu" feminino

Composições que se notabilizaram pela decantação de um "eu" feminino, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com notória poesia e beleza: esse estilo é adaptado em Com açúcar e com afeto escrito para Nara Leão; continuou nessa linha com belas canções como Olhos nos Olhos e Teresinha, gravadas por Maria Bethânia, Atrás da Porta, interpretada por Elis Regina, e Folhetim, com Gal Costa e Iolanda (versão adaptada de letra original de Pablo Milanés), num dueto com Simone.

Os intérpretes de Chico

Para muitos fãs, o melhor intérprete das canções de Chico Buarque é o próprio Chico. Mas como ele nunca se negou a oferecer a seus amigos e familiares cantores composições originais, não se pode negar que algumas dessas canções passaram a ter versões "definitivas" em outras vozes, tal a qualidade das mesmas: além das citadas canções do "eu" feminino, temos o exemplo da antológica performance de Elis Regina na canção Atrás da Porta; Cio da Terra, com gravações emocionantes de Milton Nascimento e da dupla rural Pena Branca & Xavantinho; e de interpretações de Ney Matogrosso. O sucesso de Cio da Terra alcançado pela dupla sertaneja citada mostra, aliás, que a arte de Chico não se restringe ao entendimento das elites da MPB.

Isso já havia sido notado quando ele compôs diversos sambas (Olê Olá, Quando o Carnaval chegar), que agradavam o público e a maioria dos artistas tradicionais desse gênero musical. Não foi por menos que, já consagrado, em 1998, Chico Buarque foi tema do enredo da escola de samba Mangueira que sagrou-se campeã do carnaval naquele ano.

Deve-se mencionar ainda seu êxito com outras composições que fez para cantores populares já com a carreira em declínio, como nos casos de Ângela Maria, que gravou Gente Humilde e Cauby Peixoto com Bastidores. Dentre os artistas que regravaram músicas suas em estilo popular podem ser citados ainda Rolando Boldrin, que relançou Minha História e a banda Engenheiros do Hawaii que, no ano 2000, gravou Quando o Carnaval Chegar no CD 10.000 Destinos.

Parceiros

Desde muito jovem, conquistou reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos foram apresentados. Ao longo da carreira foi parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.

Obra teatral

Em 1965, a pedido de Roberto Freire (o escritor e terapeuta, não confundir com o político), diretor do Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA), Chico musicou o poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então, sua presença no teatro brasileiro tem sido constante:

Roda viva

A peça Roda viva foi escrita por Chico Buaque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro, no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais. A temporada no Rio foi um sucesso, mas a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura durante a temporada da segunda montagem, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Um grupo de cerca de 110 pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo, em julho daquele ano, espancou artistas e depredou o cenário. No dia seguinte, Chico Buarque estava na platéia para apoiar o grupo e começava um movimento organizado em defesa de Roda viva e contra a censura nos palcos brasileiros. Chico disse no documentário Bastidores, que pode ter havido um erro, e que peça que o comando deveria invadir acontecia em outro espaço do teatro.

Calabar

Calabar: o Elogio da Traição, foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa. Era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de 30 mil dólares e empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome "Calabar" e proibiu que a proibição fosse divulgada. O prejuízo para os autores e para o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme. Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.

Gota d'água

Em 1975, Chico escreveu com Paulo Pontes a peça Gota d'Água, a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, que já havia feito uma adaptação de Medéia, de Eurípedes, para a televisão. A tragédia urbana, em forma de poema com mais de quatro mil versos, tem como pano de fundo as agruras sofridas pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana e Jasão, um compositor popular cooptado pelo poderoso empresário Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário. A primeira montagem teve Bibi Ferreira no papel de Joana e a direção de Gianni Ratto. O saudoso Luiz Linhares foi um dos atores daquela primeira montagem.

Ópera do malandro

O texto da Ópera do malandro é baseado na Ópera dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório.

A equipe também cooperou na realização do texto final através de leituras, críticas e sugestões. Nessa etapa do trabalho, muito valeram os filmes Ópera de três vinténs, de Pabst, e Getúlio Vargas, de Ana Carolina, os estudos de Bernard Dort O teatro e sua realidade, as memórias de Madame Satã, bem como a amizade e o testemunho de Grande Otelo. Participou ainda o professor Manuel Maurício de Albuquerque para uma melhor percepção dos diferentes momentos históricos em que se passam as três óperas. O professor Werneck Viana contribuiu posteriormente com observações muito esclarecedoras. E Maurício Arraes juntou-se ao grupo, já na fase de transposição do texto para o palco. A peça é dedicada à lembrança de Paulo Pontes.
Chico Buarque

O Grande Circo Místico
Ver artigo principal: O Grande Circo Místico

Inspirado no poema do modernista Jorge de Lima, Chico e Edu Lobo compuseram juntos a canção homônima para este espetáculo. Em 1983, e durante os dois anos seguintes, viajaram o país apresentando este que foi um dos maiores e mais completos espetáculos já realizados. Um disco coletivo foi lançado pela Som Livre para registrar a obra, com interpretações de grandes nomes da MPB.

Discografia

* 1966: Chico Buarque de Hollanda
* 1966: Morte e Vida Severina
* 1967: Chico Buarque de Hollanda vol. 2
* 1968: Chico Buarque de Hollanda (compacto)
* 1968: Chico Buarque de Hollanda vol. 3
* 1969: Umas e Outras (compacto)
* 1969: Chico Buarque na Itália
* 1970: Apesar de Você
* 1970: Per un Pugno di Samba
* 1970: Chico Buarque de Hollanda - Nº4
* 1971: Construção
* 1972: Quando o Carnaval Chegar
* 1972: Caetano e Chico Juntos e ao Vivo
* 1973: Chico Canta
* 1974: Sinal Fechado
* 1975: Chico Buarque & Maria Bethânia ao Vivo
* 1976: Meus Caros Amigos
* 1977: Cio da Terra compacto
* 1977: Os Saltimbancos
* 1977: Gota d'Água
* 1978: Chico Buarque
* 1979: Ópera do Malandro



* 1980: Vida
* 1980: Show 1º de Maio (compacto)
* 1981: Almanaque
* 1981: Saltimbancos Trapalhões
* 1982: Chico Buarque en Espanhol
* 1983: Para Viver um Grande Amor
* 1983: O Grande Circo Místico
* 1984: Chico Buarque (Vermelho)
* 1985: O Corsário do Rei
* 1985: Malandro
* 1986: Melhores Momentos de Chico & Caetano
* 1986: Trilha Sonora do Filme "Ópera do Malandro"
* 1987: Francisco
* 1988: Dança da Meia-Lua
* 1989: Chico Buarque
* 1990: Chico Buarque ao vivo Paris Le Zenith
* 1993: Paratodos
* 1995: Uma Palavra
* 1997: Terra
* 1998: As Cidades
* 1998: Chico Buarque da Mangueira
* 1999: Chico ao Vivo



* 2001: Chico e as cidades (DVD)
* 2001: Cambaio
* 2002: Chico Buarque – Duetos
* 2003: Chico ou o país da delicadeza perdida (DVD)
* 2005: Meu Caro Amigo (DVD)
* 2005: A Flor da Pele (DVD)
* 2005: Vai passar (DVD)
* 2005: Anos Dourados (DVD)
* 2005: Estação Derradeira (DVD)
* 2005: Bastidores (DVD)
* 2006: O Futebol (DVD)
* 2006: Romance (DVD)
* 2006: Uma Palavra (DVD)
* 2006: Cinema (DVD)
* 2006: Saltimbancos (DVD)
* 2006: Roda Viva (DVD)
* 2006: Carioca (CD + DVD com o documentário Desconstrução)
* 2007: Carioca Ao Vivo
* 2007: Carioca Ao Vivo (DVD)

Outros trabalhos
Livros

* Fazenda Modelo
* Chapeuzinho Amarelo
* A bordo do Rui Barbosa (ilustrações de Vallandro Keating)
* Estorvo (primeiro romance)
* Benjamim
* Budapeste

Peças

* 1967/8: Roda Viva
* 1973: Calabar (co-escrita com Ruy Guerra)
* 1975: Gota d'água
* 1978: Ópera do Malandro
* 1983: O Grande Circo Místico

Filmes

* 1972: Quando o carnaval chegar (co-autor)
* 1983: Para viver um grande amor (co-autor)
* 1985: Ópera do Malandro

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Heloísa Bellini Comentário de Heloísa Bellini em 6 agosto 2009 às 20:46
Os olhos verdes mais lindos que eu já vi. Tão claros e cristalinos como a beleza de suas composições. CHICO VOCÊ È DEMAIS!!!!!!!!!
Wilbert Sostre Comentário de Wilbert Sostre em 7 dezembro 2008 às 15:31
Manny Cepeda Ritmo Caribe Comentário de Manny Cepeda Ritmo Caribe em 7 dezembro 2008 às 15:02
I would love to hear some of his music! Thanks for the invite!!...Manny
Claudia Martinez Comentário de Claudia Martinez em 1 dezembro 2008 às 0:12
EL GRAN CHICO..! GRACIAS...!
 

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Artista da semana

Artista da Semana (novembro 22 - 28) - Pauline Jean

Artista da Semana - Pauline Jean



Jazz vocalist Pauline Jean is a native New Yorker of Haitian descent. In 2007 Pauline graduated cum laude from the Berklee College of Music with a BM degree in Vocal Performance. After graduating from Berklee, Pauline returned to New York and immediately became actively involved in the music community. Pauline has been building on the classic art form of jazz by adding her own fresh approach. Her repertoire includes original compositions, unique arrangements of the standards, blues and traditional Afro-Haitian music fused with jazz. Her musical renditions are performed both in English and in her parents’ native tongue kreyòl. Pauline's velvety voice has a range from the low resonance and earthiness of the great Sarah Vaughan to the electrifying voltage of Nina Simone.

Her extraordinary performances have led her to share the stage with a variety of musicians such as Nina Simone’s percussionist Leopoldo Fleming, Randy Weston, Dave Valentin, Ted Curson, Terri Lyne Carrington, Ingrid Jensen, Miriam Sullivan, Luis Perdomo, Alvin Atkinson, Jr., Buyu Ambroise and Emeline Michel.

Pauline has been featured in many venues such as: Lincoln Center, United Nations, Scullers Jazz Club, St. Peter’s Church, Metropolitan Room, Kitano, Chelsea Art Museum, Zinc Bar, Minton's Playhouse, Cachaca, SOB’s, Sage Theater, Enzo’s Jazz Room and the Berklee Performance Center. She has also performed at the 2nd Annual Women in Jazz Festival, the JVC Jazz Festival-New York, the Haitian Jazz Festival and the St. Kitts-Nevis SAS Jazz Reggae Vibes Festival.

Her most recent successes include performing at the 44th International Pori Jazz Festival in Finland and a tribute to Nina Simone at The Cabaret at the Connoisseur Room in Indianapolis, where she was celebrated with standing ovations by an enthusiastic audience for three stellar performances.

Pauline released her debut CD A Musical Offering in June 2009. The album is stirring and best described as swingin’, bluesy and soulful. Musicians on this project include: Sharp Radway (piano), Corcoran Holt (bass), Alvin Atkinson, Jr. (drums), McClenty Hunter (drums), Markus Schwartz (percussion), Marcelo Woloski (percussion), Jean Caze (trumpet) and Thaddeus Hogarth (harmonica).

For more information about Pauline, please visit her website at www.paulinejean.com.

FOR BOOKING INQUIRIES PLEASE EMAIL: pauline@paulinejean.com






Pauline Jean

Artista da Semana (novembro 15 -21) - Anat Cohen

Artista da Semana - Anat Cohen





Anat Cohen

An established bandleader and prolific composer, idiomatically conversant with modern and traditional jazz, classical music, Brazilian choro, Argentine tango, and an expansive timeline of Afro-Cuban styles, Anat Cohen has established herself as one of the primary voices of her generation on both the tenor saxophone and clarinet since arriving in New York in 1999.

In September 2008, Anat Cohen released Notes From The Village, her fourth album as a leader. Recorded at Avatar studios in New York City, the album builds on Cohen's acclaimed 2007 releases, captures the thrilling energy of her live shows, and proves her to be an artistically adventurous writer and performer. Notes From The Village finds Anat leading a quartet of some of the most sought-after, engaging young performers in New York, including pianist Jason Lindner, bassist Omer Avital, and drummer Daniel Freedman, with accompaniment from guitarist Gilad Hekselman on three tracks. The album features compositions written by Cohen as well as her interpretations of songs by Fats Waller, John Coltrane, Sam Cooke and Ernesto Lecuona.

“In preparing for the recording,” says Anat “I really wanted to capture the free, risk-taking, open quality this band achieves when performing live. I also wanted to stretch my compositions, and arrangements.” Early responses to the album have been overwhelmingly positive; The New York Times’ Nate Chinen wrote that “Notes From The Village is a resounding confirmation; yes, she is the real deal”, DownBeat Magazine awarded the release four stars, stating that “Cohen makes it seem easy, mixing a gift for melody and an improvisational fluidity that has few peers today.” Anat’s previous outings, Noir and Poetica were released simultaneously in April 2007, inspiring a string of enthusiastic reviews. The Washington Post said that “Cohen has emerged as one of the brightest, most original young instrumentalists in jazz [...] [she] has expanded the vocabulary of jazz with a distinctive accent of her own.” The Village Voice spoke of her “Enviable insouciance” and how “she alludes to the mystical in a merry way,” and Downbeat magazine expressed the opinion that “Noir could be a classic” and “[Cohen’s] stately intonation and unforced elegance on clarinet could take her to the top.”

Anat has performed for audiences in New York’s Village Vanguard, Jazz Standard, Iridium, The Jazz Gallery, and the JVC Jazz Festival. She has also appeared at the Chicago Jazz Festival, Washington DC’s Kennedy Center, San Francisco’s Yoshi's, Boston’s Regattabar, the North Sea Jazz Festival, the Monterey Jazz Festival, and the Montreal Jazz Festival. Anat’s July 2007 engagement at the Village Vanguard in New York was a historic one; Anat is the first female reed player, and the first Israeli to headline at the club. Ms. Cohen’s accomplishments have been recognized in a flurry of awards and distinctions from critics and fans alike; She topped the Rising Star- Clarinet category in DownBeat Magazine’s critics poll in both 2007 and
2008, and placed prominently in a total of four categories including Rising Star Jazz Artist - where she ranked second and was the only female artist to make the list. Anat was also mentioned on DownBeat’s readers poll in 2007 and 2008. The Jazz Journalists Association named Anat Cohen Clarinetist of the Year by in both 2007 and 2008 – the first time in the history of the awards that an artist has earned top clarinet honors two years running. Noir and Poetica both appeared on many year-end best-of summary lists, including those of Paste magazine, The New York Sun, Slate, JazzTimes and others.

Born in Tel Aviv, Israel, Anat grew up with musical siblings; her older brother Yuval is himself a saxophonist of note, and her younger brother, Avishai, is one of New York’s busiest trumpeters. She began clarinet studies at age 12 and played jazz on clarinet for the first time in the Jaffa Conservatory’s Dixieland band. At 16, she joined the school’s big band and learned to play the tenor saxophone. The same year, Anat entered the prestigious “Thelma Yelin” High School for the Arts, where she majored in jazz. After graduation, she discharged her mandatory Israeli military service duty from 1993-95, playing tenor saxophone in the Israeli Air Force band.
In 1996, Anat matriculated at Berklee College of Music in Boston. There she met faculty member Phil Wilson, who encouraged her to play clarinet, and other inspiring teachers such as Greg Hopkins, Ed Tomassi, Hal Crook, George Garzone, and Bill Pierce, and an elite international peer group of students.

During her Berklee years, Anat visited New York during breaks between semesters, making a beeline for Smalls to soak up the hybrid of grooves, world music and mainstream jazz that people like Jason Lindner and Omer Avital were then evolving. Back in Boston, she played tenor saxophone in a variety of musical contexts with various bands including Afro-Cuban, Argentinean, klezmer, contemporary Brazilian music and classical Brazilian choro. Anat also began her association with Sherrie Maricle’s top-shelf allwoman big band Diva Jazz Orchestra, which continued into the new millennium.

Once ensconced in New York, Anat quickly found work in various Brazilian ensembles like the Choro Ensemble and Duduka Da Fonseca’s Samba Jazz Quintet, and started performing with David Ostwald’s “Gully Low Jazz Band,” which explores the music of Louis Armstrong, Bix Beiderbecke, Jelly Roll Morton, Sidney Bechet and their Pan-American contemporaries. Anat documented her bona fides on her debut CD, Place and Time, one of All About Jazz-New York’s “Best Debut Albums of 2005.” On the liner notes for Notes From the Village, Ira Gitler writes “She is formidable. Long may she continue to enrich the music in myriad ways.” There is every indication that her star will continue to rise for a long time to come.

http://www.AnatCohen.com
http://www.imnworld.com/anatcohen
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