Jazz and Bossa

O ponto de encontro para os fãs do Jazz e a música Brasileira

Informação

Elis Regina

Grupo criado para homenagear a cantora Elis Regina.

Local: Porto Alegre - RS
Membros: 75
Última atividade: 17 Nov

A Pimentinha


Elis Regina Carvalho Costa (Porto Alegre, 17 de março de 1945 – São Paulo, 19 de janeiro de 1982) foi uma cantora brasileira. De morte trágica e prematura, deixou vasta e brilhante obra na música popular brasileira. Era carinhosamente chamada a Pimentinha. Foi e ainda é considerada por muitos brasileiros como a maior cantora da Música Popular Brasileira que já existiu.

Elis, cantora aos onze anos de idade

Elis Regina nasceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde começou a carreira como cantora aos onze anos de idade em um programa de rádio para crianças chamado O Clube do Guri, na Rádio Farroupilha, apresentado por Ari Rego. Revelando enorme precocidade, aos 16 anos lançou o primeiro LP da carreira. Sobre o começo da carreira de Elis e a disputa entre quem de fato a lançou, o produtor Walter Silva disse à Folha de S. Paulo:
Citação
«Poucas pessoas sabem quem realmente descobriu Elis. Foi um vendedor da gravadora Continental chamado Wilson Rodrigues Poso, que a ouviu cantando menina, aos quinze anos, em Porto Alegre. Ele sugeriu à Continental que a contratasse, e em 1962 saiu o disco dela. Levei Elis ao meu programa, fui o primeiro a tocar seu disco no rádio. Naquele dia eu disse: Menina, você vai ser a maior cantora do Brasil. Está gravado.»


Década de 60, surge uma estrela

Em 1960 foi contratada pela Rádio Gaúcha, e em 1961 viajou ao Rio de Janeiro, onde gravou o primeiro disco, Viva a Brotolândia. Lançou ainda mais três discos, enquanto morava em Rio Grande do Sul.

Em 1964, um ano com a agenda lotada de espetáculos no eixo Rio-São Paulo, assinou um contrato com a TV Rio para participar do programa Noites de Gala; é levada por Dom Um Romão para o Beco das Garrafas sob a direção da dupla Luís Carlos Miéle e Ronaldo Bôscoli, com os quais ainda realizaria diversas parcerias, e um casamento com Bôscoli em 1967. Acompanhada agora pelo grupo Copa trio, de Dom Um, canta no Beco das Garrafas, o reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar, tirando aquele nado que ela tinha com os braços.

Participa do espetáculo Fino da Bossa organizado pelo Centro Acadêmico da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, que ficou conhecido também como Primeiro Demti-Samba, dirigido por Walter Silva, no Teatro Paramount, atual Teatro Abril (São Paulo). Ao final do mesmo ano (1964) conhece o produtor Solano Ribeiro, idealizador e executor dos festivais de MPB da TV Record. Um ano glorioso, que ainda traria a proposta de apresentar o programa O Fino da Bossa, ao lado de Jair Rodrigues. O programa, gravado a partir dos espetáculos e dirigido por Walter Silva, ficou no ar até 1967 (TV Record, Canal 7, SP) e originou três discos de grande sucesso: um deles, Dois na Bossa, foi o primeiro disco brasileiro a vender um milhão de cópias. Seria dela agora o maior cachê do show business[2].

Estilo musical

O estilo musical interpretado ao longo da carreira percorria assim o "fino da bossa nova", firmando-se como uma das maiores referências vocais deste gênero. Aos poucos, o estilo MPB, pautado por um hibridismo ainda mais urbano e 'popularesco' que a bossa nova, distanciando-se das raízes do jazz americano, seria mais um estilo explorado. Já no samba consagrou Tiro ao Álvaro e Iracema (Adoniran Barbosa), entre outros. Notabilizou-se pela uniformidade vocal, primazia técnica e uma afinação a toda prova. O registro vocal pode ser definido como de uma mezzo-soprano característico com um fundo levemente metálico e vagamente rouco.

Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o final da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos; apresentando os novos talentos, registravam índices recordes de audiência. No Festival conheceu Chico Buarque, mas acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Elis participou do especial Mulher 80 (Rede Globo), um desses momentos marcantes da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então, abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Maria Bethânia, Fafá de Belém, Zezé Motta, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Elis Regina, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher.

A antológica interpretação de Arrastão (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), no Festival, escreveu um novo capítulo na história da música brasileira, inaugurando a MPB e apresentando uma Elis ousada. Uma interpretação inesquecível, encenada pouco depois de completar apenas 20 anos de idade e coroada com o reconhecimento do Prêmio Berimbau de Ouro. O Troféu Roquette Pinto veio na sequência, elegendo-a a Melhor cantora do ano.

Fã incondicional de Carmen Miranda, a quem prestou várias homenagens, Elis impulsionava uma carreira não menos gloriosa, possibilitando o lançamento do primeiro LP individual, Samba eu canto assim (CBD, selo Philips). Pioneira, em 1966 lançou o selo Artistas, registrando o primeiro disco independente produzido no Brasil, intitulado Viva o Festival da Música Popular Brasileira, gravado durante o festival. Mais uma vitoriosa participação no III Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), a canção O cantador (Dori Caymmi e Nelson Motta), classificando-se para a finalíssima e reconhecida com o prêmio de Melhor Intérprete.

Em 1968, uma viagem à Europa a lança no eixo musical internacional, conquistando grande sucesso, principalmente no Olympia de Paris, onde se tornou a primeira artista a se apresentar duas vezes num mesmo ano, naquela que é a mais antiga sala de espectáculos musicais de Paris.[carece de fontes?]

Foi Elis quem também lançou boa parte dos compositores até então desconhecidos, como Milton Nascimento, Renato Teixeira, Tim Maia, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Sueli Costa, entre outros. Um dos grandes admiradores, Milton Nascimento, a elegeu musa inspiradora e a ela dedicou inúmeras composições.

Anos de glória

Durante os anos 70, aprimorou constantemente a técnica e domínio vocal, registrando em discos de grande qualidade técnica parte do melhor da sua geração de músicos.

Patrocinado pela Philips na mostra Phono 73, com vários outros artistas, deparou-se com uma platéia fria e indiferente, distância quebrada com a calorosa apresentação de Caetano Veloso: Respeitem a maior cantora desta terra. Em julho lançou Elis.

Em 1975, com o espetáculo Falso Brilhante, que mais tarde originou um disco homônimo, atinge enorme sucesso, ficando mais de um ano em cartaz e realizando quase 300 apresentações. Lendário, tornou-se um dos mais bem sucedidos espetáculos da história da música nacional e um marco definitivo da carreira. Ainda teve grande êxito com o espetáculo Transversal do Tempo, em 1978, de um clima extremamente político e tenso; o Essa Mulher em 1979, direção de Oswaldo Mendes, que estreou no Anhembi em São Paulo e excursionou pelo Brasil no lançamento do disco homônimo; o Saudades do Brasil, em 1980, sucesso de crítica e público pela originalidade, tanto nas canções quanto nos números com dançarinos amadores, direção de Ademar Guerra e coreografia de Márika Gidali (Ballet Stagium); e finalmente o último espetáculo, Trem Azul, em 1981, direção de Fernando Faro. Data desta época a frase: Neste país só duas cantam: Gal e eu.

Dentre os inúmeros sucessos consagrados, estão: Arrastão, Canção do sal, Redescobrir, Casa no campo, Fascinação, Maria Maria, Cartomante, Corcovado, O Bêbado e a Equilibrista, Aquarela do Brasil, Águas de março, Retrato em preto e branco, Alô, Alô Marciano, Chega de Saudade, Carolina, Dinorah Dinorah, Canção da América, Travessia, Saudosa maloca, Me Deixas Louca, Aviso aos Navegantes, Folhas Secas, Tiro ao Álvaro, Iracema, Aquele Abraço, Como Nossos Pais, Doente Morena, Ensaio Geral, Fechado pra Balanço, Ladeira da Preguiça, Louvação, No Dia em que Eu Vim Embora, Meio de Campo, O Compositor Me Disse, Gracias a la vida, Oriente, Rebento, Roda, Se Eu Quiser Falar com Deus, Viramundo, dentre muitos outros.

Anos de chumbo

Elis Regina criticou muitas vezes a ditadura brasileira, nos difíceis Anos de chumbo, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados. A crítica tornava-se pública em meio às declarações ou nas canções que interpretava. Em entrevista, no ano de 1969, teria afirmado que o Brasil era governado por gorilas[3] (há ainda controvérsias em relação a essa declaração. Existem arquivos dos próprios militares onde ela se justifica dizendo que isso foi criado por jornalistas sensacionalistas). A popularidade a manteve fora da prisão, mas foi obrigada pelas autoridades a cantar o Hino Nacional durante um espetáculo em um estádio, fato que despertou a ira da esquerda brasileira.

Sempre engajada politicamente, Elis participou de uma série de movimentos de renovação política e cultural brasileira, com voz ativa da campanha pela Anistia de exilados brasileiros. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações consagradas de O bêbado e a equilibrista (João Bosco e Aldir Blanc), a qual vibrava como o hino da anistia. A canção coroou a volta de personalidades brasileiras do exílio, a partir de 1979. Um deles, citado na canção, era o irmão do Henfil, o Betinho, importante sociólogo brasileiro.

Outra questão importante se refere ao direito dos músicos brasileiros, polêmica que Elis encabeçou, participando de muitas reuniões em Brasília. Além disso, foi presidente da Assim, Associação de Intérpretes e de Músicos.

Últimos momentos

Causando grande comoção nacional, faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína, tranquilizantes e bebida alcoólica. Foi sepultada no Cemitério do Morumbi.
Citação
«Choram Marias e Clarices... Chora a nossa pátria mãe gentil. Em busca de um sol maior, Elis Regina embarcou num brilhante trem azul, deixando conosco a eternidade de seu canto pelas coisas e pela gente de nossa terra. E uma imensa saudade. »

( Agência de Publicidade)


Elis é mãe de João Marcelo Bôscoli, filho do casamento com o músico Ronaldo Bôscoli, e de Pedro Camargo Mariano e Maria Rita, filhos do pianista César Camargo Mariano. Os três enveredaram pelo ramo da música.

Curiosidades

* A maior cantora do Brasil media 1.53m de altura.

* Ao final dos anos 70, disse: Neste país só duas cantam: Gal e eu.

* Era chamada de Pimentinha pelos Machado de Carvalho (donos da TV Record de São Paulo) e pelo poeta-compositor Vinicius de Moraes. Pela grande amiga Rita Lee, era chamada de Elis-cóptero.

* Fino da Bossa foi um espetáculo realizado em 1964, com a participação de Rosinha de Valença, Os Cariocas, os violonistas Paulinho Nogueira e Baden Powell, Zimbo Trio, Jair Rodrigues, Edu Lobo, Wanda Sá etc., que se tornou longplay (LP), gravado durante o espetáculo de mesmo nome, lançado pela Philips. Contra-capa escrita por Zuza Homem de Mello. Lançado em disco compacto (CD).

* Em 7 de dezembro de 1967 casa-se com Ronaldo Bôscoli em cerimônia religiosa na Capela Mayrink, Floresta da Tijuca, RJ. O ato civil foi realizado na casa da encosta da avenida Niemeyer, São Conrado, RJ. Um dos padrinhos da noiva era o casal Paulinho Machado de Carvalho e senhora (donos da TV Record de São Paulo).

* Foram fotografadas juntas as gestantes Elis Regina, Nara Leão e Leila Diniz, tricotando sapatinhos de bebê.

* No ano de 1973, vinha do Rio de Janeiro para São Paulo (ponte-aérea), junto com os filhos João Marcelo e Pedro. Estava muito nervosa, roendo todas as unhas, pois estava sendo apresentada aos pais de César Camargo Mariano, em pleno saguão do Aeroporto de Congonhas em São Paulo.

* Influenciou gerações de artistas. De acordo com Daniela Mercury, o interesse pelo canto surgiu após ter ido a uma apresentação de Elis. Mercury homenageou Elis cantando um trecho de O Bêbado e a Equilibrista a capella, no programa de Fausto Silva.

* A revista Veja, na edição de 23 de janeiro de 1982, repercutiu a rivalidade que ocorria entre Elis e Maria Bethânia. Na reportagem sobre a morte da cantora, a revista cita que certa vez Elis e Maria Bethânia cantariam num mesmo espetáculo, sendo Maria antes e Elis em seguida. Amigos dizem que Elis, insegura como sempre, chorou muito dizendo "Ela é melhor do que eu, não vou mais cantar aqui neste lugar". "Não sabia ela que era a melhor", a revista afirmou.

Discografia

Discos de carreira

* Viva a Brotolândia (1961) — primeiro LP (na Continental, atual div. da Warner), aos dezesseis anos de idade.
* Poema de Amor (1962) Continental
* Ellis Regina (1963) (na CBS, atual Sony&BMG)
* O Bem do Amor (1963) (na CBS, atual Sony&BMG)
* Samba - Eu Canto Assim (1965) (de 1965 a 1979: na Cia. Brasil. de Discos - Philips, PolyGram, atual Universal Music)
* Dois na Bossa • ao vivo, com Jair Rodrigues (1965)
* O Fino do Fino • ao vivo, com Zimbo Trio (1965)
* Dois na Bossa nº 2 • ao vivo, com Jair Rodrigues (1966)
* Elis (1966)
* Dois na Bossa nº 3 • ao vivo, com Jair Rodrigues (1967)
* Elis Especial (1968)
* Elis - Como e Porque (1969)
* Elis Regina & Toots Thielemans (1969) — gravado na Suécia e lançado no Brasil em 1978. Também lançado com o título "Aquarela do Brasil"
* Elis Regina in London (1969) — lançado no Brasil em 1982
* Em Pleno Verão (1970)
* Elis & Miele no Teatro da Praia (1970) — show gravado ao vivo em 1969
* Ela (1971)
* Elis (1972)
* Elis (1973)
* Elis & Tom (1974) Em 2004, a Trama lançou uma edição em DVD de Áudio 5.1 com duas faixas bônus.
* Elis (1974)
* Falso Brilhante (1976) Em 2007, a Trama lançou uma edição em DVD de Áudio 5.1.
* Elis (1977)
* Transversal do Tempo (1978) — gravado ao vivo durante a temporada do espetáculo no Rio de Janeiro
* Elis Especial (1979) — disco lançado à revelia de Elis, reunindo faixas que não entraram em seus LPs anteriores.
* Elis, Essa Mulher (1979) Warner
* Saudade do Brasil (1980) Warner — álbum duplo gravado em estúdio com a íntegra do espetáculo.
* Elis (1980) EMI. A reedição em CD de 2002 inclui 4 faixas bônus. Em 2006, a Trama lançou edição remixada, com bônus instrumentais e a capella.

Lançamentos póstumos

* Montreux Jazz Festival(1982) Warner — registro da apresentação em 1979 no 13º Festival de Jazz de Montreux, na Suíça. A reedição em CD de 2001 inclui 6 faixas bônus.
* Trem Azul (1982) Som Livre — registro do último show de Elis, em 1981, gravado ao vivo.
* Luz das Estrelas (1984) Som Livre — voz de Elis em programa da TV Bandeirantes de 1976, e arranjos de 1984.
* Elis Regina no Fino da Bossa (1994) Velas - caixa comemorativa com três CDs de gravações ao vivo daquele programa de televisão, entre os anos de 1965 e 1967.
* Elis ao Vivo (1995) Velas - show de lançamento do LP "Elis" no Anhembi - SP (1977). Participações de Ivan Lins, Renato Teixeira e João Bosco.
* Elis Vive (1998) Warner - registro do show "Elis, Essa Mulher" no Anhembi - SP (1979).

Outros lançamentos, contendo registros exclusivos

* Música Popular do Sul 1 (1975) CD. Discos Marcus Pereira - Compositores e intérpretes gaúchos. Elis canta 4 canções: Boi Barroso, Alto da Bronze, Porto dos Casais e Os Homens de Preto.
* Compacto 12056 (1980) Vinil. Elektra/Warner. Alô, Alô Marciano (versão que fez sucesso nas rádios, nunca lançada em CD) e No Céu da Vibração (disponível em CD na coletânea Arquivo Especial, de 1995).
* Raul Ellwanger (1980) Vinil. Bandeirantes Discos/WEA. Participação especial na faixa O Pequeno Exilado.
* Fascinação - O Melhor de Elis Regina (1988) CD. Philips (Universal) - coletânea de sucessos que inclui sua última gravação em estúdio, Me Deixas Louca, de 1981, lançada originalmente no LP da trilha Sonora da novela Brilhante, da TV Globo. O fonograma pertence à Som Livre, com quem a cantora tinha assinado um contrato para gravar um novo álbum, o que sua morte impediu.
* O Grito (1975) CD. Som Livre - trilha sonora de O Grito (telenovela), que inclui Um Por Todos com letra e instrumental diferentes das apresentadas no álbum Falso Brilhante.
* 20 Anos de Saudade (2002) CD. Universal - coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 e 70.
* Pérolas Raras (2006) CD. Universal - coletânea de gravações de diversos compactos e participações em outros discos coletivos das décadas de 60 a 80.

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ingrid sidna

Essa Mulher!

Iniciado por ingrid sidna 17 Nov.

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Beth Costa Comentário de Beth Costa em 9 julho 2009 às 12:38
Adorei...ler tudo isto. Eu era e sou fã de Elis Regina...Parabéns pela homenagem...Bjos
josue krug Comentário de josue krug em 5 junho 2009 às 23:46
a revista veja como tem implicancia com qualquer artista com atuação declaradamente de esquerda ,procurou denegrir Elis com supostas declarações contra maria bethania que todos que conhecem minimamente sabem que é uma interprete extraordinária porém musicalmente falando não pode ser comparada a elis pois a improvisação da pimentinha era insuperável
MILTON E. RUSS II / NANTAMBU Comentário de MILTON E. RUSS II / NANTAMBU em 7 maio 2009 às 8:00
WOW !
GOD BLESS
MILTON
GusSax Comentário de GusSax em 7 maio 2009 às 4:14
...sempre será uma marca única no panorama da música brasileira,não só pela sua voz mas também por tudo aquilo que ela foi...Bem haja.
Heloísa Bellini Comentário de Heloísa Bellini em 19 março 2009 às 12:23
Quanta honra fazer parte do grupo de fás da nossa "Pimentinha" Elis Regina. Pra nunca esquecermos da sua voz perfeita que sempre encheu de orgulho a alma de todos os seus fãs... Mas quem não amava a Elis?...
Obrigada,
Heloísa
Ângela Dória Comentário de Ângela Dória em 24 fevereiro 2009 às 18:19
Elis sempre Elis! Maravilhosa! Talentosa demais, é sempre bom ouví-la.
Sandra Comentário de Sandra em 11 dezembro 2008 às 19:06
Elis!!!
Sem palavras pra descrever esse talento...
Manny Cepeda Ritmo Caribe Comentário de Manny Cepeda Ritmo Caribe em 7 dezembro 2008 às 15:06
Oh what a sweet sound and sexy interpretation! Can't have enough of her music!! Bravo!!...... Manny
Kike Goya Comentário de Kike Goya em 3 dezembro 2008 às 21:38
Claudia Martinez Comentário de Claudia Martinez em 27 novembro 2008 às 0:35
ENCANTADA!! MARAVILLOSA IDEA...ME FASCINA!! :)
CLAUDIA.
 

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Artista da semana

Artista da Semana (novembro 22 - 28) - Pauline Jean

Artista da Semana - Pauline Jean



Jazz vocalist Pauline Jean is a native New Yorker of Haitian descent. In 2007 Pauline graduated cum laude from the Berklee College of Music with a BM degree in Vocal Performance. After graduating from Berklee, Pauline returned to New York and immediately became actively involved in the music community. Pauline has been building on the classic art form of jazz by adding her own fresh approach. Her repertoire includes original compositions, unique arrangements of the standards, blues and traditional Afro-Haitian music fused with jazz. Her musical renditions are performed both in English and in her parents’ native tongue kreyòl. Pauline's velvety voice has a range from the low resonance and earthiness of the great Sarah Vaughan to the electrifying voltage of Nina Simone.

Her extraordinary performances have led her to share the stage with a variety of musicians such as Nina Simone’s percussionist Leopoldo Fleming, Randy Weston, Dave Valentin, Ted Curson, Terri Lyne Carrington, Ingrid Jensen, Miriam Sullivan, Luis Perdomo, Alvin Atkinson, Jr., Buyu Ambroise and Emeline Michel.

Pauline has been featured in many venues such as: Lincoln Center, United Nations, Scullers Jazz Club, St. Peter’s Church, Metropolitan Room, Kitano, Chelsea Art Museum, Zinc Bar, Minton's Playhouse, Cachaca, SOB’s, Sage Theater, Enzo’s Jazz Room and the Berklee Performance Center. She has also performed at the 2nd Annual Women in Jazz Festival, the JVC Jazz Festival-New York, the Haitian Jazz Festival and the St. Kitts-Nevis SAS Jazz Reggae Vibes Festival.

Her most recent successes include performing at the 44th International Pori Jazz Festival in Finland and a tribute to Nina Simone at The Cabaret at the Connoisseur Room in Indianapolis, where she was celebrated with standing ovations by an enthusiastic audience for three stellar performances.

Pauline released her debut CD A Musical Offering in June 2009. The album is stirring and best described as swingin’, bluesy and soulful. Musicians on this project include: Sharp Radway (piano), Corcoran Holt (bass), Alvin Atkinson, Jr. (drums), McClenty Hunter (drums), Markus Schwartz (percussion), Marcelo Woloski (percussion), Jean Caze (trumpet) and Thaddeus Hogarth (harmonica).

For more information about Pauline, please visit her website at www.paulinejean.com.

FOR BOOKING INQUIRIES PLEASE EMAIL: pauline@paulinejean.com






Pauline Jean

Artista da Semana (novembro 15 -21) - Anat Cohen

Artista da Semana - Anat Cohen





Anat Cohen

An established bandleader and prolific composer, idiomatically conversant with modern and traditional jazz, classical music, Brazilian choro, Argentine tango, and an expansive timeline of Afro-Cuban styles, Anat Cohen has established herself as one of the primary voices of her generation on both the tenor saxophone and clarinet since arriving in New York in 1999.

In September 2008, Anat Cohen released Notes From The Village, her fourth album as a leader. Recorded at Avatar studios in New York City, the album builds on Cohen's acclaimed 2007 releases, captures the thrilling energy of her live shows, and proves her to be an artistically adventurous writer and performer. Notes From The Village finds Anat leading a quartet of some of the most sought-after, engaging young performers in New York, including pianist Jason Lindner, bassist Omer Avital, and drummer Daniel Freedman, with accompaniment from guitarist Gilad Hekselman on three tracks. The album features compositions written by Cohen as well as her interpretations of songs by Fats Waller, John Coltrane, Sam Cooke and Ernesto Lecuona.

“In preparing for the recording,” says Anat “I really wanted to capture the free, risk-taking, open quality this band achieves when performing live. I also wanted to stretch my compositions, and arrangements.” Early responses to the album have been overwhelmingly positive; The New York Times’ Nate Chinen wrote that “Notes From The Village is a resounding confirmation; yes, she is the real deal”, DownBeat Magazine awarded the release four stars, stating that “Cohen makes it seem easy, mixing a gift for melody and an improvisational fluidity that has few peers today.” Anat’s previous outings, Noir and Poetica were released simultaneously in April 2007, inspiring a string of enthusiastic reviews. The Washington Post said that “Cohen has emerged as one of the brightest, most original young instrumentalists in jazz [...] [she] has expanded the vocabulary of jazz with a distinctive accent of her own.” The Village Voice spoke of her “Enviable insouciance” and how “she alludes to the mystical in a merry way,” and Downbeat magazine expressed the opinion that “Noir could be a classic” and “[Cohen’s] stately intonation and unforced elegance on clarinet could take her to the top.”

Anat has performed for audiences in New York’s Village Vanguard, Jazz Standard, Iridium, The Jazz Gallery, and the JVC Jazz Festival. She has also appeared at the Chicago Jazz Festival, Washington DC’s Kennedy Center, San Francisco’s Yoshi's, Boston’s Regattabar, the North Sea Jazz Festival, the Monterey Jazz Festival, and the Montreal Jazz Festival. Anat’s July 2007 engagement at the Village Vanguard in New York was a historic one; Anat is the first female reed player, and the first Israeli to headline at the club. Ms. Cohen’s accomplishments have been recognized in a flurry of awards and distinctions from critics and fans alike; She topped the Rising Star- Clarinet category in DownBeat Magazine’s critics poll in both 2007 and
2008, and placed prominently in a total of four categories including Rising Star Jazz Artist - where she ranked second and was the only female artist to make the list. Anat was also mentioned on DownBeat’s readers poll in 2007 and 2008. The Jazz Journalists Association named Anat Cohen Clarinetist of the Year by in both 2007 and 2008 – the first time in the history of the awards that an artist has earned top clarinet honors two years running. Noir and Poetica both appeared on many year-end best-of summary lists, including those of Paste magazine, The New York Sun, Slate, JazzTimes and others.

Born in Tel Aviv, Israel, Anat grew up with musical siblings; her older brother Yuval is himself a saxophonist of note, and her younger brother, Avishai, is one of New York’s busiest trumpeters. She began clarinet studies at age 12 and played jazz on clarinet for the first time in the Jaffa Conservatory’s Dixieland band. At 16, she joined the school’s big band and learned to play the tenor saxophone. The same year, Anat entered the prestigious “Thelma Yelin” High School for the Arts, where she majored in jazz. After graduation, she discharged her mandatory Israeli military service duty from 1993-95, playing tenor saxophone in the Israeli Air Force band.
In 1996, Anat matriculated at Berklee College of Music in Boston. There she met faculty member Phil Wilson, who encouraged her to play clarinet, and other inspiring teachers such as Greg Hopkins, Ed Tomassi, Hal Crook, George Garzone, and Bill Pierce, and an elite international peer group of students.

During her Berklee years, Anat visited New York during breaks between semesters, making a beeline for Smalls to soak up the hybrid of grooves, world music and mainstream jazz that people like Jason Lindner and Omer Avital were then evolving. Back in Boston, she played tenor saxophone in a variety of musical contexts with various bands including Afro-Cuban, Argentinean, klezmer, contemporary Brazilian music and classical Brazilian choro. Anat also began her association with Sherrie Maricle’s top-shelf allwoman big band Diva Jazz Orchestra, which continued into the new millennium.

Once ensconced in New York, Anat quickly found work in various Brazilian ensembles like the Choro Ensemble and Duduka Da Fonseca’s Samba Jazz Quintet, and started performing with David Ostwald’s “Gully Low Jazz Band,” which explores the music of Louis Armstrong, Bix Beiderbecke, Jelly Roll Morton, Sidney Bechet and their Pan-American contemporaries. Anat documented her bona fides on her debut CD, Place and Time, one of All About Jazz-New York’s “Best Debut Albums of 2005.” On the liner notes for Notes From the Village, Ira Gitler writes “She is formidable. Long may she continue to enrich the music in myriad ways.” There is every indication that her star will continue to rise for a long time to come.

http://www.AnatCohen.com
http://www.imnworld.com/anatcohen
http://shorefiremedia.com/clients/acohen

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